Luana Mendes Darella, de 29 anos, foi encontrada morta na manhã deste domingo (16), dentro de casa, no bairro Fábio Silva, em Criciúma. Um fio de carregador de celular estava na região do pescoço e há suspeita de que tenha sido utilizado no crime. O caso é investigado como possível feminicídio.
A delegada Ana Elisa Vargas de Souza, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Criciúma, ressaltou que ainda não é possível afirmar como Luana foi morta. “A vítima foi encontrada com um fio de carregador na região do pescoço, havendo suspeita de que tenha sido utilizado na prática do crime. Contudo, a dinâmica e a causa da morte ainda dependem dos exames periciais”, explicou.
Segundo informações registradas pela Polícia Militar, a ocorrência foi comunicada inicialmente como encontro de pessoa morta. A PM chegou à residência, na Rua Ludovico Mário Mangili, por volta das 10h30 e encontrou Luana deitada sobre um sofá, com sinais aparentes de estrangulamento. Também havia manchas de sangue no tapete, mas a origem ainda não foi determinada.
Ainda conforme as informações preliminares da PM, o crime pode ter ocorrido durante a madrugada, por volta das 3h. O registro policial também aponta a suspeita de envolvimento de uma pessoa que possivelmente mantinha relacionamento afetivo ou algum vínculo íntimo com a vítima. A autoria, porém, não está confirmada.
A motivação também permanece em aberto. Segundo a delegada Ana Elisa, essa é uma das questões que estão sendo apuradas pela Polícia Civil durante as diligências.
Luana era mãe de duas crianças, de 7 anos e 4 meses. Quando a PM chegou, ambas estavam sob os cuidados de vizinhos. Sobre o momento do crime, a Polícia Civil informou que há indícios preliminares de que elas possam ter estado na residência.
“Há informações preliminares indicando que elas possivelmente estavam na residência quando os fatos ocorreram. Neste momento, ainda está sendo apurado se alguma delas presenciou diretamente a dinâmica do crime”, informou a delegada. Posteriormente, as crianças ficaram sob os cuidados da avó materna.
O celular de Luana foi recolhido e a Polícia Científica realizou a perícia na residência. Os exames deverão ajudar a esclarecer a causa da morte e a dinâmica do crime.