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Quinta Feira, 01 de Outubro de 2026
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Estoques em alerta: Hemosc reforça chamado para doação de sangue em Tubarão

Há 5 horas - Em Tubarão

Foto: Internet
Um gesto que cabe na rotina de uma manhã pode ajudar a salvar pelo menos três vidas. Diante dos estoques de sangue em níveis de alerta ou reduzidos em Santa Catarina, o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) reforça o chamado para que moradores de Tubarão e da região façam a doação regularmente.

Nesta semana, o painel estadual indicava nível de alerta para os tipos O negativo e O positivo. Os estoques de A negativo, A positivo e B negativo apareciam reduzidos. B positivo e AB positivo estavam adequados, enquanto o AB negativo permanecia estável.

A situação não representa falta imediata de sangue, mas exige a manutenção das doações para evitar um possível desabastecimento nas próximas semanas. “Nós não estamos com falta de sangue a curto e médio prazo. Mas, a médio prazo, pode faltar. E isso depende da coleta diária”, explicou o diretor técnico do Hemosc, Guilherme Genovez.

Tubarão tem unidade de coleta no Centro

Os moradores da região podem doar na Unidade de Coleta do Hemosc de Tubarão, localizada na Rua Lauro Müller, nº 354, no Centro.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 12h30. Neste mês, a unidade também abrirá excepcionalmente no sábado, dia 10 de outubro, das 7h30 às 12h.

A doação deve ser agendada previamente pelo site do Hemosc ou pelo telefone (48) 3626-7383.

A estrutura de Tubarão integra a Hemorrede estadual, formada por sete hemocentros regionais e três unidades de coleta. O sistema é responsável pela coleta, pelo processamento, pela estocagem e pela distribuição de sangue para instituições públicas e privadas de Santa Catarina.

Tipos O exigem atenção especial

O sangue do tipo O tem importância estratégica para a rede de saúde. Além de ser frequente na população, é amplamente utilizado em emergências.

O O negativo pode ser empregado em determinadas situações quando ainda não há tempo suficiente para identificar o tipo sanguíneo do paciente. Por isso, é utilizado em atendimentos de urgência, acidentes graves e operações de transporte aeromédico.

“É como se fosse um coringa em um jogo de cartas. Em um acidente, por exemplo, não dá tempo de saber qual é o tipo sanguíneo da pessoa. Principalmente o O negativo acaba sendo muito utilizado. É por isso que ele é o que mais falta”, explicou Genovez.

O diretor técnico destaca que todo o sangue utilizado em transfusões no país depende de doações voluntárias. A comercialização de sangue, órgãos e tecidos é proibida no Brasil.

“Não existe sangue no Brasil que não tenha sido doado. Se as pessoas não doarem, não haverá sangue”, afirmou.

Uma doação pode alcançar vários pacientes

Após a coleta, o sangue passa por testes e é separado em diferentes componentes, como concentrado de hemácias, plasma e plaquetas. Cada parte pode ser destinada a um paciente com uma necessidade específica.

Por isso, uma única bolsa pode beneficiar pelo menos três pessoas. No atendimento a recém-nascidos e crianças de baixo peso, o alcance pode ser ainda maior, pois os componentes são divididos em volumes menores.

“Às vezes, uma bolsa de concentrado de hemácias é fracionada para atender três, quatro ou cinco crianças. No mínimo três pessoas, mas pode chegar a até dez”, ressaltou Genovez.

Em contrapartida, um único paciente pode demandar dezenas de bolsas. Cirurgias de grande porte, transplantes, tratamentos oncológicos e atendimentos a vítimas de traumas graves estão entre os procedimentos que mais utilizam sangue. Em casos excepcionais, uma pessoa pode precisar de 40, 50 ou até 60 bolsas.

Santa Catarina coleta diariamente entre 450 e 550 bolsas, quantidade próxima ao volume utilizado todos os dias pela rede de saúde. Isso significa que a estabilidade dos estoques depende diretamente da presença contínua de doadores.

Atendimento completo leva até 55 minutos

Embora a retirada do sangue dure poucos minutos, o processo completo inclui cadastro, avaliação dos sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta e lanche. Segundo o Hemosc, todas essas etapas levam, em média, até 55 minutos.

Durante a coleta, são retirados aproximadamente 450 mililitros de sangue, além de amostras destinadas aos exames obrigatórios.

Antes da doação, cada candidato passa por uma avaliação individual para garantir a segurança de quem doa e de quem receberá o sangue. A bolsa somente é liberada após a conclusão dos testes de tipagem e triagem laboratorial.

Quem pode doar

De forma geral, o candidato precisa estar em boas condições de saúde, alimentado e descansado, além de pesar pelo menos 50 quilos. Medicamentos, procedimentos recentes, histórico de saúde e outras condições são avaliados individualmente durante a triagem.

A recomendação é consultar previamente os critérios e impedimentos disponíveis no site do Hemosc. A inaptidão pode ser temporária ou definitiva e tem como objetivo proteger tanto o doador quanto o paciente que receberá o sangue.

Como os componentes sanguíneos possuem prazo de validade e a demanda pode mudar rapidamente, a orientação é não esperar por uma emergência ou por um pedido direcionado. Em Tubarão, cada novo doador ajuda a sustentar uma rede que atende pacientes de toda a região.
Fonte: Internet

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