Cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro segue sem biometria cadastrada e poderá votar normalmente no segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25). A garantia é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que orienta as mesas receptoras sobre o procedimento a ser adotado com quem não fez o cadastro ou teve dificuldade no reconhecimento das digitais dentro da seção eleitoral. O prazo para coleta biométrica encerrou-se em 6 de maio, com o fechamento do cadastro eleitoral.
Quem já tem as digitais no sistema passa por até quatro tentativas de validação; se nenhuma for confirmada, o mesário questiona a data de nascimento do eleitor para liberar o voto. Já para quem não tem biometria cadastrada, a identificação é feita com um documento oficial com foto, como a Carteira de Identidade Nacional ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Vale lembrar que a identificação biométrica não é adotada nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil.
Criada para dar mais segurança ao pleito, a biometria também ajuda a detectar duplicidades no cadastro e torna o atendimento ao eleitor mais ágil, conforme o TSE. A coleta, no entanto, é exigida apenas para operações eleitorais, como emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral ou atualização de dados pessoais, e não para o exercício do voto em si. Os dados biométricos também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar a identificação dos cidadãos em suas relações com o Estado.