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Sábado, 12 de Setembro de 2026
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Antes do alerta, vem a prevenção: saiba como se preparar para eventos extremos

Há 2 dias - Em Abdon Batista

Foto: Internet
Quando a chuva começa, o vento aumenta e o celular recebe um alerta da Defesa Civil, saber o que fazer pode ser tão importante quanto receber a informação. Em Santa Catarina, onde a atuação do El Niño aumenta a atenção para a ocorrência de chuva intensa, temporais, alagamentos, inundações, enxurradas, deslizamentos, vendavais e granizo, a prevenção deve começar antes da chegada do mau tempo.

A orientação da Defesa Civil de Santa Catarina é que cada pessoa conheça os riscos do local onde vive, tenha um plano para situações de emergência e acompanhe os canais oficiais de informação. São medidas simples que podem ajudar a reduzir danos e, principalmente, preservar vidas.

O El Niño favorece o aumento da frequência e do volume de chuva no Sul do Brasil. Em Santa Catarina, a influência do fenômeno pode ampliar o potencial para eventos extremos, especialmente com a intensificação esperada nos próximos meses. A primavera, que já apresenta maior ocorrência de chuva no Estado, exige atenção redobrada.

Você sabe qual é o risco onde mora?

A primeira medida de prevenção é conhecer o lugar onde se vive. Quem mora próximo a rios, em áreas sujeitas a alagamentos ou inundações ou em regiões de encosta, precisa saber quais situações podem ocorrer e quais são os locais seguros para onde poderá se deslocar.

Para o gerente de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico Rudorff, esse conhecimento deve fazer parte da rotina das famílias. “Caso você resida em uma área de inundação, é importante conhecer o risco, saber qual é o abrigo mais próximo e ter um plano familiar. Também é fundamental acompanhar as atualizações das previsões e dos alertas da Defesa Civil”, explicou.

Ter um Plano Emergencial Familiar ajuda a transformar a preocupação em preparação. A família pode definir previamente uma rota de saída, um local seguro para encontro, os contatos que deverão ser acionados e quais documentos e medicamentos precisam ser levados em uma eventual evacuação. O ideal é que todos saibam o que fazer, inclusive crianças, idosos e pessoas que possam precisar de auxílio.

O alerta chegou. E agora?

Receber um alerta não significa apenas tomar conhecimento de que há uma situação de risco. É preciso entender a mensagem e seguir a orientação indicada. A Defesa Civil disponibiliza diferentes ferramentas para informar a população. Uma delas é o sistema de SMS, que permite acompanhar a evolução de uma situação e receber orientações com antecedência. Para receber alerta, basta enviar o CEP por SMS para 40199.

Santa Catarina apresenta uma das maiores taxas de adesão aos alertas da Defesa Civil, com 13,89% da população alcançada, segundo o painel da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas ainda existe espaço para ampliar significativamente esse alcance. Quanto mais pessoas receberem informações oficiais, maior será a capacidade de antecipar medidas de proteção.

“O SMS é uma ferramenta importante, porque permite acompanhar a evolução do risco. Em uma situação que vai se agravando, a população pode receber uma orientação antes que o cenário se torne crítico. Outra ferramenta é o Defesa Civil Alerta, que utiliza a tecnologia Cell Broadcast para enviar mensagens diretamente aos celulares que estão em uma área de risco. Diferentemente do SMS, não é necessário fazer cadastro para receber esse tipo de alerta”, destacou.

Durante um temporal, o melhor caminho é procurar abrigo

Tempestades podem reunir diferentes perigos ao mesmo tempo: raios, vento forte, granizo e chuva intensa. Se estiver na rua quando o tempo fechar, a orientação é procurar um local seguro. Não permaneça próximo de árvores, postes, placas, muros, estruturas metálicas ou outros objetos que possam cair ou ser lançados pelo vento.

Dentro de uma residência, permaneça em um local protegido, afastado de janelas e de objetos que possam se quebrar ou ser arremessados. Em casas que não são de alvenaria, o banheiro pode ser uma das opções mais seguras, por geralmente possuir uma estrutura mais resistente. A recomendação é identificar previamente qual é o cômodo mais protegido da residência.

A água pode esconder perigos que não aparecem

Uma das orientações mais importantes durante episódios de chuva intensa é também uma das mais simples: nunca atravesse uma área alagada.

Não importa se o deslocamento será feito a pé, de carro, motocicleta ou outro veículo. A água pode esconder buracos, bueiros abertos, obstáculos e até trechos danificados de uma via.

A correnteza também pode ganhar força rapidamente e arrastar pessoas e veículos. O risco é ainda maior em pontes e pontilhões submersos. Mesmo quando a lâmina de água parece baixa, não é possível saber a profundidade ou a força da correnteza.

“É fundamental que a população respeite essa orientação. Muitas vezes, a pessoa acredita que consegue atravessar uma área alagada, mas não conhece a força da correnteza ou o que existe sob a água. Um veículo pode ser arrastado rapidamente”, alerta Rudorff.

A mesma atenção vale para quem está a pé. Um bueiro aberto ou uma irregularidade no terreno pode ficar completamente escondido pela água. Caso a água cubra a via, não atravesse. Procure um local seguro e aguarde a situação normalizar.

Chuva persistente exige atenção nas áreas de encosta

Quem mora em áreas de encosta deve observar não apenas a chuva, mas também possíveis mudanças no terreno e nas estruturas próximas à residência.

Alguns sinais podem indicar movimentação do solo:

- rachaduras ou fendas no terreno;
- rachaduras em paredes e muros;
- muros ou paredes estufados;
- árvores e postes inclinados;
- movimentação de terra ou rochas;
- surgimento ou aumento de vazamentos e áreas de umidade no terreno.

Ao perceber sinais de movimentação, a recomendação é afastar-se da área de risco e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.

Não é necessário esperar que o deslizamento aconteça para buscar ajuda. Identificar os sinais e agir antecipadamente também é uma forma de prevenção.

Antes da chuva, também há o que fazer

A prevenção não começa quando o alerta chega. Algumas medidas podem ser tomadas antes de qualquer mudança no tempo.

Manter calhas, ralos e sistemas de drenagem limpos, não jogar lixo em ruas, rios ou canais e retirar objetos que possam ser carregados pela água ou pelo vento são atitudes simples que ajudam a reduzir riscos.

Também é importante acompanhar a previsão do tempo antes de sair de casa, principalmente quando houver indicação de temporais ou chuva intensa.

Os cenários meteorológicos podem mudar rapidamente. Por isso, os avisos e alerta são atualizados conforme a evolução das condições.

Informação também é uma forma de proteção

Em uma situação de emergência, a orientação é seguir as recomendações da Defesa Civil e das autoridades locais. Não enfrentar uma área alagada, não permanecer sob árvores durante um temporal e deixar uma área de risco quando houver orientação para evacuação são decisões que podem evitar acidentes graves.

A Defesa Civil mantém o monitoramento das condições meteorológicas e oceânicas e atualiza os avisos e alerta, conforme a evolução dos cenários de risco. Não espere a situação ficar perigosa para decidir o que fazer. Conheça o risco, prepare sua família e acompanhe os canais oficiais.
Fonte: Internet

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